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Efeitos adversos dos corticoides e glicocorticoides    Os corticoides são hormônios produzidos pela glândula suprarrenal já os glicocorticoides ou corticosteroides são hormônios esteroides, sintetizados no córtex da glândula adrenal que afetam o metabolismo dos carboidratos e reduzem a resposta inflamatória e são fármacos  derivados do hormônio cortisol que é produzido pela glândula suprarrenal.  Seus efeitos adversos são síndrome de Cushing, osteoporose e diabetes.  A diabetes pode ocorrer hiperglicemia que é o aumento da quantidade de glicose no sangue e a hipercortisolismo que é uma a alteração hormonal que é o  aumento dos níveis do hormônio cortisol no sangue algumas características rápidas que que vemos é o aumento de peso com o acúmulo de gordura na região abdominal e face,   O outro efeito adverso é com os glicocorticoides associados a AINEs anti-inflamatórios não esteroides que são medicamentos que agem sobre o processo inflamatório ...

Amiodarona e distúrbios na função tireoidiana

Amiodarona é um antiarrítmico classe III (bloqueadores de canais de cálcio), fármaco derivado do benzofuran, rico em iodo. O seu uso crônico pode gerar disfunções na glândula tireoide. Devido a sua composição rica em iodo, cerca de vinte vezes mais que a necessidade diária, o medicamento pode interferir no eixo hipotálamo-hipófise, na autorregulação tireoidiana em resposta ao excesso de iodo. De forma a desencadear hipotireoidismo, hipertireoidismo ou tireotoxicose. Após 3 meses do início do tratamento com amiodarona, o TSH deve ser dosado, se as taxas estiverem dentro da normalidade, manter uma dosagem semestral. Embora não seja todos os pacientes que apresentam modificações na função tireoidiana, ainda sim é recomendando estar atento aos sinais, possíveis sintomas e realizar exames periódicos. Qualquer dúvida converse com o médico ou farmacêutico. REFERÊNCIAS BARTALENA, L. et al. Diretrizes da European Thyroid Association (ETA) de 2018 para o tratamento da disfunção da tireoide assoc...

Uso de melatonina para tratamento de insônia

  A dificuldade para dormir é um dos maiores problemas que afetam a qualidade de vida de uma pessoa, uma vez que o sono é extremamente importante para o bem-estar do ser humano, tendo em vista que exerce um papel fundamental na regulação de hormônios que influenciam o estresse, apetite, humor, entre outros.  A partir disso, surgem diferentes estratégias para a melhora do sono, como por exemplo o uso de melatonina, um hormônio que é produzido pelo próprio corpo e está diretamente relacionada com a regulação do sono, já que controla o ciclo circadiano, ou seja, o nosso ciclo biológico que tem duração de 24 horas e é por meio dele que o organismo sabe quando é noite e quando é dia.  No Brasil, a comercialização de melatonina em farmácias e drogarias foi liberada pela ANVISA em 2021, mas é válido ressaltar que seu uso deve ser supervisionado por um médico ou farmacêutico responsável, considerando que a melatonina sintética pode ocasionar alguns efeitos colaterais indesejados ...

Efeitos do uso prolongado do omeprazol

O  omeprazol é um medicamento inibidor da bomba de prótons (IBP) . Ele impede a produção do ácido clorídrico no estômago e por isso são utilizados no tratamento de muitas doenças que para tratar é necessário diminuir a  acidez no estômago como as gastrites, úlcera gástrica, úlcera duodenal, esofagite de refluxo, azia, síndrome de Zollinger-Ellison e lesões gástricas. Também pode ser indicado para complementar tratamento de infecções causadas pela bactéria Helicobacter pylori. Quando o omeprazol é usado  por um período longo, pode trazer riscos a saúde como impedir a  absorção de alguns nutrientes, como o Ferro, Magnésio e a vitamina B12. A falta do magnésio pode causar espasmos nas pernas, arritmias cardíacas, convulsões , também pode causar uma disfunção da glândula paratireoide, diminuindo os níveis de cálcio, levando a um enfraquecimento dos ossos. Já a falta da  vitamina B12 pode causar sintomas de demência, problemas neurológicos e anemia. O uso prolongado ...

Hemifumarato de Quetiapina ( Quet ) e suas interações medicamentosas

  O hemifumarato de quetiapina ou como chamado popularmente o Quet pertence a um grupo de medicamentos antipsicóticos, os quais tratam os sintomas de alguns tipos de transtornos mentais como esquizofrenia e episódios de mania e de depressão associados ao transtorno afetivo bipolar como também ao alívio dos sintomas do transtorno depressivo maior, em terapia adjuvante com outro antidepressivo, quando outros medicamentos antidepressivos tenham falhado.   O hemifumarato de quetiapina comprimido de liberação prolongada atinge o pico de concentração plasmática em aproximadamente 6 horas após a administração.   Mas como todo medicamento ele tem interações medicamentosas. O hemifumarato de quetiapina pode potenciar o efeito do álcool no Sistema Nervoso Central, por esse motivo não se deve ingerir bebida alcoólica junto com este medicamento. Outra interação é também para pacientes que são tratados com fármacos antiparkinsonianos, pois ele pode ser um antagonizador da ação de fár...

Sabe o que é H3N2?

O H2N3 é um vírus que causa doença através da variante do vírus influenza A (doença viral), que causa gripe e resfriados. Sua transmissão é igual aos vírus da gripe, ocorrendo através de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, após a pessoa contaminada tossir, espirrar ou até falar. Os sintomas mais comuns são febre alta e aguda, dor de cabeça, dores nas articulação,  congestão nasal, inflamação de garganta e tosse. Em alguns casos mais raros pode ter diarreia e vomito. O vírus H3N2 é um vírus que ataca o sistema respiratório, como o da Covid-19, portanto como forma de prevenção à gripe H3N2 é recomendado lavar as mãos com água e sabão, usar máscara de forma correta, cobrindo a boca e o nariz, evitar o contato com pessoas doentes e aglomerações. Será que a vacina da gripe funciona contra a gripe causada pelo vírus H3N2? Estudos realizados no Instituto Butantan, mostram que a vacina é capaz de  proteger contra a infecção pelo vírus influenza H3N2, mesmo a doença não ...

Aumento do consumo de ivermectina no Brasil e os riscos de surtos de sarna humana

  O uso irresponsável e sem prescrição da ivermectina pode estar relacionado na dificuldade do tratamento da escabiose ou popularmente da “sarna”. Isso é o que sugere um estudo feito pela Universidade Federal do Alagoas e pode ajudar na investigação do surto da doença que aconteceu em Pernambuco. O principal sintoma da sarna é a coceira na pele no local de proliferação do ácaro. O medicamento ivermectina que é geralmente o escolhido para tratar a doença, ficou popular no Brasil durante a pandemia de COVID-19 e foi usado de forma equivocada nos chamados “kit COVID”. Além de não ter eficácia comprovada contra a COVID-19 as altas doses consumidas podem ter causado problemas no fígado de muitos indivíduos. Ao ser utilizada sem critérios e em excesso, a ivermectina deixou o ácaro da sarna humana resistente e aumentou o número de casos da sarna humana, bem como, dificultou o tratamento das infecções secundárias.  Referências Revisão integrativa: Aumento do consumo de ivermectina no ...