Omeprazol x Pantoprazol
Omeprazol e
pantoprazol são medicamentos inibidores da bomba de prótons (IBP), sendo uma
das classes mais prescritas no mundo, pois possuem alta eficácia e baixa
toxicidade. Todos os representantes dessa classe são semelhantes entre si,
reduzindo cerca de 95% da produção de ácido gástrico, porém é possível pontuar
algumas diferenças farmacocinéticas.
Uma das
diferenças é encontrada na absorção, uma vez que o pantoprazol possui maior
biodisponibilidade em relação ao omeprazol, e também melhor absorção. A
excreção também se encontra em discrepância, e está estritamente ligada ao
tempo de meia-vida, tempo no qual a concentração do fármaco cai pela metade.
Nesse caso, a excreção renal do omeprazol é maior e seu tempo de meia-vida,
consequentemente, é menor. Outro ponto válido a ser considerado é em relação ao
custo do tratamento, o que influencia, muitas vezes, na escolha do omeprazol,
sendo este mais barato que o pantoprazol. Vale lembrar que o uso indiscriminado
destes medicamentos ou de qualquer outro da classe dos IBPs deve ser evitado, pois, ambos possuem efeitos adversos.
O omeprazol é o
IBP mais utilizado e seu uso a longo prazo foi associado ao desenvolvimento de
uma doença rara nos rins, chamada de nefrite intersticial. Também pode produzir
proliferação de células carcinóides, mas esta ainda não foi claramente
estabelecida como consequência de seu uso crônico. A utilização de pantoprazol
a longo prazo causa inibição da secreção gástrica, levando a hipergastrinemia e
hiperplasia das células em animais, porém não foram constatados em seres
humanos.
Mesmo
pertencendo à mesma classe terapêutica, existem essas diferenças em seus perfis
farmacológicos. Diferindo do omeprazol, o pantoprazol tem um perfil
farmacocinético linear (e, portanto, mais previsível), biodisponibilidade menos
variável (sofre menor influência da alimentação) e um rápido início de ação.
Referências:
BARBOSA, M. C.
N. A. et al. Análise do impacto da similaridade farmacocinética dos inibidores
da bomba de prótons. Revista de Casos e Consultoria, V. 11, N. 1, e11133, 2020.
BRAGA M. P. ,
SILVA, C. B. , ADAMS, A. I. H. Inibidores da bomba de prótons: Revisão e
análise farmacoeconômica. Saúde (Santa Maria), Ahead of Print, v.37, n.2, p. 1932,
2011.
VIEIRA, M. T.
P. M.; BORJA, A. Uso continuo de inibidores da bomba de prótons e seus efeitos
a longo prazo. Centro de Pós Graduação Oswaldo Cruz.
Comentários
Postar um comentário