Interação medicamentosa entre anticoncepcionais orais e antibacterianos
Os
anticoncepcionais orais contêm um hormônio fundamental na ação contraceptiva,
denominado estradiol. Quando o estradiol está na sua forma livre, a chance de
ser reabsorvido é grande, ao contrário de quando está ligado com o ácido
glicurônico, sendo excretado através da urina.
Algumas
espécies de bactérias presentes na nossa flora intestinal são capazes de
produzir uma enzima que rompe a ligação do estradiol com esse ácido, permitindo
a reabsorção do estradiol e o efeito contraceptivo.
Acontece
que alguns antibacterianos, como Ciprofloxacino, Norfloxacino, Azitromicina,
Amoxicilina, entre outros, destroem essas bactérias presentes na flora
intestinal (principalmente o Clostridium
sp), fazendo com que o estradiol seja excretado pela urina rapidamente e,
assim, diminuindo o efeito contraceptivo.
Outro
mecanismo pelo qual os antibacterianos parecem reduzir os níveis plasmáticos
hormonais, como Rifampicina, por exemplo, é pela indução das enzimas
microssomais citocromo P450 no fígado, acelerando o metabolismo dos
contraceptivos orais.
Neste
contexto, o uso de outros métodos contraceptivos externos de barreira, como o
preservativo feminino ou masculino, diafragma e espermicidas, são aconselhados
quando há possibilidade de interação. Assim, fica evidente a importância em
destacar-se a interação entre esses fármacos, bem como as variáveis de uma
utilização incorreta, visto que estes acarretam insucesso dos agentes
anticoncepcionais femininos.
REFERÊNCIA
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